Home Artigos      
Pesquisar

Mentes Brilhantes

Blog do autor, sobre talento.

>> Ler Blog


  • Home
  • Sobre o Livro
  • Sobre o Autor
  • Material Suplementar
  • Media - comentários
  • Notícias
  • Artigos
        Críticas & Comentários
        Outros Artigos
  • Links
  • FAQ
  • Fale Connosco!

    Login para membros ...
    ID do Utilizador

    password
    Esqueceu a sua password?
    Novo utilizador? Criar conta

    Hit Counter
    38853 Visitantes

    Quem está online:
    Estão online 3 convidados e 0 membros

  • Just decoration. Don't bother trying to click. 
    Não deixe de contactar o autor, através da funcionalidade "Contacto".

    Just decoration. Don't bother trying to click. 
    Gestão da Mudança Print E-mail
    por Ricardo Fortes da Costa
     

    Este artigo foi publicado na edição de 30/11/2007 da Revista Prémio.


    Gerir a mudança nas organizações implica não só gerir recursos e activos tangíveis (como o capital, as infraestruturas, etc.), mas também os activos intangíveis (como o conhecimento e a inovação). Se a gestão dos activos tangíveis é relativamente fácil, mesmo que por vezes em operações de grande complexidade, já a gestão dos activos intangíveis é por definição difícil, pois implica ter em conta um factor de incerteza: as pessoas! Sendo o ser humano uma entidade complexa e singular, a gestão de um colectivo de pessoas é sempre um exercício de aproximação a um resultado tendencialmente desejável, e nunca uma ciência exacta, pois cada indivíduo interpreta a realidade de uma forma distinta, podendo tomar decisões diferentes perante um mesmo quadro contextual.

    Desta forma, a gestão da mudança nas organizações tem de ter em conta aquele que é o “denominador comum” das pessoas que compõem uma organização: a cultura. O facto de ser um “denominador comum” torna-o operacionalizável, uma vez que podemos gerir as variáveis da mudança cultural, que são essencialmente a forma como as pessoas interagem umas com as outras nas organizações.

    Como Edgar Schein explicou, a cultura organizacional tem três dimensões:

    i) os artefactos, ou seja, os produtos, a linguagem, as histórias, os símbolos e os lemas da organização, que se caracterizam por ser altamente visíveis e por poderem ser mudados fácil e rapidamente. Se uma empresa quiser mudar o seu logotipo, basta encomendar o rebranding a uma empresa especializada (logo, basta haver capital e capacidade de decisão);

    ii) os valores partilhados, ou seja, as filosofias, as estratégias e os objectivos da organização, que se caracterizam por continuarem a ser bastante visíveis, mas mais lentos de mudar (porque mais difíceis, uma vez que implicam a partilha, que por sua vez é voluntária). Se uma empresa pretende mudar de estratégia, para tal terá de mudar a sua actuação no dia-a-dia, para que as pessoas incorporem a mudança;

    iii) os pressupostos, ou seja, crenças, sentimentos, ou normas informais, que não são visíveis e são muito lentos de mudar (porque implicam uma mudança estrutural no sistema de crenças das pessoas, logo na sua estrutura cognitivo-emocional, o que é extremamente difícil e só se consegue com uma prática continuada no quotidiano organizacional). A este nível, empresas em cenários de pós-fusão defrontam muitas vezes o desafio de conciliar sistemas de crenças aparentemente antagónicos e rivais.

    Para gerir um processo de mudança cultural, há duas vias possíveis: a) a via da imposição (em que o adquirente "subjuga" o adquirido), mais rápida, mas destruidora de valor a prazo; e b) a via da integração (em que se procura aproveitar o que de melhor tem cada cultura), certamente mais lenta e trabalhosa, mas potenciadora de valor acrescentado futuro, de forma sustentável, pois não destrói o património de conhecimento explícito e, sobretudo, tácito, da empresa adquirida, que só é disponibilizável à empresa adquirente se os colaboradores que o detêm o quiserem fazer voluntariamente.

    Gerir a cultura pode fazer-se a vários níveis. Em primeiro lugar, ao nível das pessoas, ou seja, recrutando pessoas adequadas ao framework cultural desejado, ou criando um mix de pessoas que facilite o desenvolvimento desse framework, por via da mobilidade interna. Isto implica um forte e honesto investimento na criação de equipas equilibradas e com a "diversidade organizacional" adequada.

    Também se gere a cultura ao nível dos comportamentos, ou seja, através de processos de socialização, de um modelo de liderança exemplar, de métodos de gestão participativa ou através de investimentos consequentes e integrados em formação, reconhecimento e recompensas. Estes métodos e ferramentas alavancam fortemente o reforço positivo das mudanças comportamentais desejadas. Todavia, têm de ser consequentes e integrados, uma vez que, por exemplo, de nada serve reconhecer positivamente o trabalho em equipa se depois o mesmo não for efectivamente recompensado e não estiver alinhado com um exemplo coerente dado pelo top management.

    Como corolário da gestão da mudança, o Prof. Paul Evans, do INSEAD, postulou a seguinte equação: E = Q x A, em que a eficácia da mudança (E) depende de duas variáveis. A primeira é a qualidade da solução (Q), à qual chegamos através da reflexão estratégica. A segunda é a adesão dos intervenientes (A), a qual implica vender a mudança às pessoas, através de estratégias de comunicação, participação e envolvimento. Esta segunda variável é crítica, uma vez que são as pessoas que fazem a mudança acontecer, e isso depende da sua decisão interior em participar na mesma. Porquê? Porque (todos) os indivíduos por natureza observam, pensam e decidem, seja qual for a posição que ocupam numa organização. E as organizações são feitas de todos os indivíduos que a compõem, por muito que a imagem da floresta nos faça por vezes esquecer o contorno de cada árvore…

     


    Ver fac-simile (PDF)


    [Voltar]


    Advertisement
    Friday, July 30 2010

    Followers

    COMMENTS

    Últimas Notícias
    -Os Superestagiários
    -Perfil
    -Consultoria Transparente
    -À Caça de Talento
    -Programa de Estágios

     Todays' Newsfeeds
     Last Updated: 13:44:27
     
    BBC: Technology
    Owners of mobile phones are being asked to test the security of their network to see if enough is being done to stop eavesdropping.
    Call to check on mobile security

    Newsbeat's had an exclusive look at new training being given to UK soldiers at the Royal School of Artillery in Wiltshire.
    UK troops use iPad app for fire mission training

    Security researcher Ron Bowes tells BBC News why he collected and published the personal details of 100m Facebook users.
    Facebook data hoarder speaks out

    Samsung Electronics reports record quarterly profits thanks to higher sales of smartphones and components such as memory chips.
    Chip sales boost Samsung profits

    No "significant" personal data was grabbed by Google when it snooped on wi-fi networks, says the UK data protection office.
    Google cleared of wi-fi snooping

    Online retailer Amazon launches its popular Kindle e-reader into the UK market for the first time, with a new look and more books.
    Amazon offers new look UK Kindle

    BBC: World News
    The founder of Wikileaks rejects US claims he has blood on his hands after releasing leaked documents on the Afghan war.
    Wikileaks denies 'blood on hands'

    Floods caused by heavy monsoon rain kill at least 385 people in Pakistan and Afghanistan, washing away whole villages, roads and bridges.
    Pakistan flooding death toll soars

    Colombia's Farc rebel group issues a call for dialogue with the new government after Juan Manuel Santos's election as president.
    Farc call to new Colombia leader

    Syria's president and the Saudi king call on Lebanon's rival factions to avoid turning to violence amid mounting political tensions in the country.
    Lebanon urged to resist violence

    Greece will use military vehicles to restore fuel supplies cut by a lorry drivers' strike, the government says.
    Greece mobilises military amid strike

    Israel launches air strikes into the Gaza Strip, reports say, hours after a Palestinian rocket hit the southern Israeli city of Ashkelon.
    Israel launches Gaza air strikes



    Todos os logótipos e marcas registradas exibidos neste site são propriedade de seus detentores legais. As opiniões expressas em artigos e comentários são da responsabilidade dos respectivos autores e podem não reflectir a opinião do PERSONA.